Há séculos passados a mulher tinha papel secundário na sociedade. Ficava restrita aos afazeres domésticos ou exercia ocupações religiosas. Era considerada frágil e submissa, suas obrigações se restringiam a cuidar da casa, dos filhos e servir ao marido. As diferenças entre homens e mulheres eram exorbitantes e os direitos femininos praticamente não existiam.
Ao longo da história a mulher foi conquistando a liberdade e os direitos de decidirem sobre suas próprias opções, tanto no campo profissional, quanto na vida pessoal. Várias conquistas se deram após muita luta, coragem e determinação. Entre elas o direito de aprender a ler e escrever, de votar e de entrar no mercado de trabalho e na vida política.
As mudanças foram gradativas e significativas. A sociedade evolui e as mulheres garantiram direitos como exemplo: o divórcio, a licença-maternidade e a proteção do estado contra a violência com Lei Maria da Penha.
As mulheres ainda travam batalhas diárias para serem respeitadas, ainda são exploradas pelos seus companheiros e patrões, os salários são diferenciados e as funções desvalorizadas. No serviço público a mulher tem presença significativa, porém ainda existe muita truculência e desrespeito por parte dos administradores.
Os homens ganham mais que as mulheres pelo mesmo trabalho. As mulheres representam a maioria dos excluídos da previdência social e também a maioria entre os desempregados. A discriminação no mercado de trabalho reflete-se também em outras práticas discriminatórias, como assédio sexual e moral.
É pensando nesta mudança social, que o Sindicato busca levar até os trabalhadores (as) uma mensagem de liberdade e de respeito aos direitos universais de homens e mulheres, uma luta que deve ser contínua e não apenas em datas especiais, como o “8 de Março”.
A grandeza interior que existe na mulher ultrapassa de forma misteriosa todas as barreiras e ela surpreende. Menina, mulher, mãe, pai, professora, médica e presidenta. E quem disse que a mulher não pode? É claro que pode! Entre a lágrima e o sorriso, a dor e o amor, sempre nasce uma grande ideia da mente de uma mulher.
Zelita Ramos
Diretora de Imprensa do Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos

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